LETRAS & POESIAS

À 7 chaves
Ana Cueva

Á 7 chaves tranquei meu coração
Corpo fechado
Mandinga, mal olhado
Folha de arruda, água benta, pecado
Mão no peito
Crucificado pela paixão
Comigo levei
Mistério, poesia, silêncio,
Noite, dia
À 7 vidas me criei
Ciclos, ciclones, Katrinas, tsunamis
Tudo revôlto, sangrado,
Cansada da mentira, vasta da verdade
Vômito em chamas
Furacão
Parado no tempo
Sacramentado como perdão
Fechei meus olhos e senti
Meu corpo não era mais em mim
Me desprendi do firmamento e desci
Como pluma, sôpro, vento
À 7 palmos fiquei e enterrei o melhor de mim

Bóris, meu herói canino
Ana Cueva

Bóris não era qualquer um, vistoso e lindo, era o mais belo da ninhada
E descoberto por uma linda flor, que hoje não mais presente nesta vida,
Foi escolhido
Tornou-se atração de muitos
Ainda pequeno veio a mudar-se para uma fazenda
Corria pelos campos, nadava nos lagos, com seu pêlo lustro e belo,
Irradiava energia e vivacidade como poucos,
Forte e voraz, chegava até assustar estranhos
Mas no fundo, tinha um bom espírito canino, e todos o adoravam
Nos fez rir e chorar
Passou sol e chuvas fortes, pôr do sol e luares, lutou bravamente, com punho e raça,
Sem temer o que lhe esperava
Com o tempo, ficou envelhecido, já não tinha mais brilho em seu olhar,
Seu vigor e seus lindos traços já não eram mais os mesmos,
Sua alegria e despeito já estavam enfraquecidos,
Nosso amigo acabou adoecido
Nosso cão fiel, de tantos anos companheiro, hoje se encontra aqui, neste poema,
Feito especialmente para ele,
Que os anjos do céu te iluminem, guardem, abracem e acolham
Bóris, meu herói canino.

De coração
Ana Cueva

De coração não tenho nada a esconder
De coração não tenho nada a dizer
De coração minha´lma transborda as lágrimas de uma grande paixão, que não pude viver
Não posso mais viver assim,

(Refrão)
De coração não zombes de mim,
O reflexo da dor, nas lágrimas de amor, de um rio que não tem fim

A vida passa como um cometa, e para os olhos de quem não viu passar,
Será difícil esperar uma nova chance de vê-lo brilhar,
Mas, por favor,

De coração não zombes de mim,
O reflexo da dor, nas lágrimas de amor, de um rio que não tem fim

Já tentei mudar essa história, quantas vezes, não sei dizer,
Perdi as contas de quantas já recriei,
Em minhas fantasias, apenas saudade, lamentos e culpa, e não há mais desculpas dentro de mim,
Não posso mais viver assim,

De coração não zombes de mim,
O reflexo da dor, nas lágrimas de amor, de um rio que não tem fim.

Enamorados
Ana Cueva

Nessa noite tão bela e calma
Passeamos pela lua
sem hora pra acabar
damos a volta ao mundo, sem sair do lugar
sonhos, desejos
beijamos cada flor
pintamos o céu de azul
escorregamos num arco-iris imaginário
só o tempo de amar, que nos resta
pedimos ao universo que seja eterno enquanto durar

Liberdade sem rumo
Ana Cueva

Quero andar pela estrada, sem rumo, caminhar pelas ruas,
me encantar com as flores dos jardins mais belos

Hoje eu quero sentir o vento soprando em minha direção,
abrir meus braços, me sentir abençoada e sorrir

Quero poder amar sem descanso, quero ter a liberdade sem descaso,

Quero dizer à vida “Eu te amo”, e viver com plenitude e felicidade

Quero ver a lua brincando, e com seu brilho, engraçar a cidade

Quero ouvir o canto dos pássaros em mais pura harmonia,

Me destrair com o acaso, dançar com as ondas do mar,

Amanhã será um novo dia e não quero temer o desconhecido, minhas passadas serão longas, porém certas

Os caminhos por onde eu percorrer serão encantados, meu corpo e mente inteligados no coração, de quem caminha, sente, sorri e ama

Olhar fundo nos olhos de Deus e dizer “Obrigada”.

Minha música pra você
Ana Cueva

Minha música pra você
Não é nada além das palavras que você quer ouvir

São desejos perdidos no tempo
Beijos ao vento
Inveja dos que partiram e você ficou
Preso ao passado, de olhos vendados
Não viu quem passou

Mas eu sei que minhas palavras irão tocar seu coração

Minha música pra você
Não é nada além das palavras que você quer ouvir

Dizer pra você “eu te amo” é utopia
É pura melodia
Canção de amor

Mas eu sei que minhas palavras irão tocar seu coração

Minha música pra você
Não é nada além das palavras que você quer ouvir

Quando a lua minguante…
Ana Cueva

Quando a lua minguante, já tinha minguado, parado, morrido
Quando tu me deixaste, naquele verão, era só mais um coração que arrebatou
Me chamaste de amor, sem dor, caliente, Calígula, serpente
Entorpecida, saí pela rua, sem rumo, sem causa,
Sentei na calçada, sem graça, sem jeito, sem farsa
Já não tinha mais nada, além da desgraça,
Surtada, mordida, ferida, calada
do resto, indigesto,
que me seguiu e me guiou
De volta pro meu ninho,
Sem espaço, sem laço, sem chão
Lembrei dos teus braços
Chorei sem amor

Quiçá Brasil
Ana Cueva

Ele chegou até aqui e descobriu,
No dia 22 de abril (pelo menos, é o que contaram na escola),
Quiçá, Quiçá, Quiçá, Quiçá Brasil,
Quiçá, Quiçá, Quiçá

Ele gritou ao ver o monte, e nunca mais saiu (mas que pariu!),
Quiçá, Quiçá, Quiçá. Quiçá Brasil,
Quiçá, Quiçá, Quiçá

Entre índios e flechas, jóias e promessas, matas e florestas (será que alguém viu?)
Quiçá, Quiçá, Quiçá, Quiçá Brasil,
Quiçá, Quiçá, Quiçá

E tornaram-se imperadores, colonizadores,
Fizeram a nação de um país (que progrediu)
Quiçá, Quiçá, Quiçá, Quiçá Brasil,
Quiçá, Quiçá, Quiçá

Os barquinhos foram embora, deixando saudade e tristeza (meu Deus, mas que frieza!)
Quiçá, Quiçá, Quiçá, Quiçá Brasil,
Quiçá, Quiçá, Quiçá

E nesse país tão brasileiro, corre em nossas veias, esse sangue negro, amarelo e vermelho
Terra do futebol e do balanço das mulatas (mas que mamata!)
Quiçá, Quiçá, Quiçá, Quiçá Brasil,
Quiçá, Quiçá, Quiçá

Hoje vive em harmonia, claro, sem ironia (melhor nem comentar)
Quiçá, Quiçá, Quiçá, Quiçá Brasil,
Quiçá, Quiçá, Quiçá

Mas amanhã é outro dia, minha escola já desfilou, o meu time ganhou! E isso me basta!
Quiçá, Quiçá, Quiçá, Quiçá Brasil!

Única
Ana Cueva & Nilton Bustamante

Melhor você saber…
Meus olhos estão cansados
Do mesmo filme, mesma versão

Gestos moldados na incerteza,
São palavras jogadas no ar
Com gosto da imperfeição

Sou festa, amor, tesão
Não me importo com mais nada
Quero ser unicamente única
Quero ser sua única refeição
Sou tiro na certa,
Bala perdida vagando no mundo
Sou murro em ponta de faca
Palha de aço pegando fogo
Cheia de sulco, lavas de vulcão
Melhor você saber…
Sou bala de canhão
As pedras não falam,
mas o necessário
Melhor você saber…
Meus pés querem sair do chão
Amanhã sim, início do fim
Quero ser unicamente única
Quero ser sua única refeição

Único
Ana Cueva

O único que me faz sentir
O desejo de realizar
No teu jardim quero pousar
O seu mel me deixa louca
Em teus braços quero estar
Quando tudo ficar claro
Da sua água quero beber
Ou até mesmo escurecer
Me embriagar
Me imagino no espaço pra te encontrar
Escrevendo poesias nas nuvens
Balbuciando poemas sem sentido
Testando meu medo sem dor
Você me vira do avesso
Mexe com o que eu não conheço
E me faz sentir alada
O encontro das almas perdidas
Atingir o inatingível de prazer e
Conquistar a cada dia um amor inesperado
Quero te sentir em meu peito
E te fazer sorrir, mesmo sabendo que também pode chorar

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